Revolução Industrial 4.0 – o que é?

Entenda ainda mais sobre esse conceito, onde é utilizado e o por quê é tão importante para as empresas

Como a gente sabe que você lê bastante sobre assuntos tecnológicos, certamente já encontrou muitas informações sobre a revolução industrial 4.0. A concepção, ligada diretamente com transformação digital e inovação , tornou-se tema essencial nas conversas sobre automação e melhoria de processos de manufatura.

Todavia, a chamada indústria 4.0 vai mais adiante. Aplicada em diferentes setores, a evolução envolve automação, controle e tecnologia da informação, a fim de satisfazer os clientes, entregar uma experiência personalizada e aprimorar a rotina operacional.

Nesse enredo, algumas perguntas aparecem: como esses conceitos são colocados em prática? De que maneira a nova revolução industrial contribuirá para o meu negócio? O que devemos saber para usar as ferramentas, aproveitar as oportunidades e adquirir vantagem competitiva?

Antes de tudo, vamos começar do começo. Bora saber mais, então?

Finalmente, o que é revolução industrial 4.0?

Primeiro, vamos ressaltar que a indústria 4.0 não se refere à, apenas, uma tecnologia específica. Na verdade, trata-se da união de sistemas inteligentes, ferramentas e máquinas que criam redes habilitadas para controlar módulos de maneira autônoma. Por meio disso, os equipamentos conseguem:

  • operar sozinhos, sem a necessidade de humanos
  • agendar e realizar manutenções
  • antecipar e prever falhas
  • aplicar decisões inteligentes
  • adaptar-se à imprevistos existentes na cadeia produtiva

Já consegue associar esses aspectos nas atividades do seu dia a dia?

Tudo isso permite trabalhar a personalização e, principalmente, agregar valor aos produtos, serviços e marcas.

Com isso, pode-se afirmar que esse novo cenário traz impacto exponencial e profundo para todos. Cabe ressaltar que esse efeito é tão intenso devido às tecnologias utilizadas, que favorecem a relação entre os mundos físico, biológico e digital. Assim, a gente consegue perceber que os resultados da indústria 4.0 atingem diversos segmentos de negócios.

Quais são os pilares da Indústria 4.0?

Todos nós precisamos nos adaptar para evitar a perda de espaço no mercado. Para quem pergunta como, veja quais são os princípios e pilares de desenvolvimento que são necessários seguir na implantação de processos.

Se alguém pensa que isso pode ser deixado para amanhã, pode ver o seu negócio ficar fora dessa transformação, hein!

Então, partiu entender o que é preciso fazer? Acompanhe:

  • capacidade de operação em tempo real: consiste em receber e tratar dados de maneira instantânea, com o objetivo de auxiliar nas tomadas de decisões
  • virtualização: basicamente, é uma cópia virtual das fábricas inteligentes, com o propósito de monitorar remotamente todas as operações e processos executados. Para isso, são espalhados sensores pela planta industrial
  • descentralização: Os próprios equipamentos e máquinas fazem o auto ajuste, a partir das atividades produtivas, e definem o que fazer
  • orientação a serviços: é o conceito de usar a ‘Internet das Coisas’ para guiar a arquitetura de softwares, dentro da concepção de ‘Internet of Services’;
  • modularidade: nada mais é do produzir conforme a demanda e ter flexibilidade para variar as ações dos equipamentos de acordo com as necessidades.
  • interoperabilidade: é a capacidade de um sistema de se conectar e se comunicar, de forma transparente, com outro sistema.

Ao executar os princípios citados acima, você consegue trabalhar o uso dessas tecnologias ao seu favor, e colocar a indústria 4.0 em prática na sua empresa.

Como e onde a gente pode ver os impactos da Indústria 4.0 no Brasil?

Como já sabemos, o mercado inteiro é afetado por essa “onda”, afinal, são criados modelos de negócio diferentes. A intenção é apresentar soluções e atender as necessidades do consumidor, buscando unir o produto ou serviço às procuras e preferências de cada cliente.

As fábricas inteligentes são quem possibilitam essa personalização, automatizando os processos e trazendo flexibilidade. Ligado a isso, está a previsibilidade, que proporcionou identificar eventuais falhas e agendar processos, a fim de otimizar a produção, de maneira autônoma.

Além de todos esses benefícios, a indústria 4.0 traz impactos também sobre: controle sobre os processos, customização da produção, produtividade, redução de custos, e muito mais. Podemos ver esses impactos em números fornecidos pelo portal Indústria 4.0, do governo federal.

Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, ABDI, a redução de custos industriais, com a migração dos sistemas para a nova revolução industrial, deverá chegar à casa dos R$73 bilhões, por ano. Nesse valor, temos:

  • R$34 bilhões por ano em ganhos de eficiência;
  • R$31 bilhões por ano com diminuição dos gastos referentes à manutenção;
  • R$7 bilhões em consumo de energia.

Quem somou as cifras, percebeu que faltou R$ 1 bilhão nessa conta – coisa básica, né? Mas é porque ele está associado à economia com outras despesas. Outra marca importante é que as empresas brasileiras vêm utilizando cada vez mais as tecnologias digitais, e o crescimento foi visto no resultado comparativo entre 2016 e 2018, onde mostra o aumento em 10 pontos percentuais no período: o índice foi de 63% para 73%.

Que saber quais são as tecnologias da Indústria 4.0?

É assim: vários segmentos de negócios são atingidos pela revolução industrial 4.0. Então, vamos à um exemplo que a gente usa todos os dias…

É a indústria de aplicativos, que está em potencial crescimento devido ao Brasil ter um público que está entre os que mais consome esses serviços no planeta.

Bora entender quais são as tecnologias que elevaram esse patamar. Veja!

Rastreabilidade: que é o processo de usar os dados e informações gerados para acompanhar a movimentação de produtos, trazendo eficiência à rotina operacional.

Realidade aumentada: surgiu para agregar valor às variadas aplicações e traz benefícios significativos. Por exemplo, a realidade aumentada permite fazer simulações, gerar sensações ao público e mensurar hipóteses e resultados.

Cyber Physical System: O CPS possibilita tornar as fábricas inteligentes, com o objetivo de construir uma estrutura modular, capaz de monitorar os processos físicos.

Manufatura aditiva: Conhecida pelo conjunto de tecnologias que fabricam objetos pela impressão 3D. Aqui, é comum o uso de computadores, equipamentos de camadas e softwares de modelagem.

Robô colaborativo: aplicado no processo de produção, os robôs atuam em tarefas operacionais e repetitivas, como já ocorria nas empresas antigamente. O diferencial está no fato de serem dotados de dispositivos de segurança, que permite diminuir riscos e acidentes durante as etapas.

Resumindo, a revolução industrial 4.0 é uma tendência mundial e atual. Mais do que isso, é um grande fator de competitividade e de melhoria para os negócios.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Como está a sua preparação para essa evolução? Comente com a gente, e compartilhe nas redes sociais.

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